Descrição
Trata-se da caracterização do Lixo Virtual (LV) como categoria de análise, partindo-se de analogia com o “lixo comum” e da visão sistêmica de um modelo assentado nas dimensões ambiental, econômica e sociocultural, tripé da sustentabilidade. Nesse cenário, existem ações que representam riscos e prejuízos ao desenvolvimento sustentável, nos territórios original (real) e projetado (virtual), inclusive para as relações pessoais, as quais passam a ser vivenciadas em novo paradigma. O problema central da investigação é o impacto negativo do LV no desenvolvimento sustentável dos territórios. O objetivo foi verificar os danos causados pelo LV no desenvolvimento sustentável nos territórios. A pesquisa se enquadra como exploratória, crítico-descritiva, bibliográfica, documental. Foram utilizadas como base para o referencial bibliográfico as ideias de Jean Baudrillard, Manuel Castells, Pierre Lévy, Umberto Eco e Zygmunt Bauman. A relevância do tema se deve, sobretudo, ao fato de que os conceitos de território e territorialidade, e-território e ciberterritório, Fake News e LV são pertinentes a diversas áreas do conhecimento, e compreendê-los com mais precisão, propugnando o desenvolvimento de técnicas e procedimentos nos diversos campos de estudo, ou na atuação profissional, contribuirá para tornar mais segura a vida em sociedade. Os resultados confirmaram a hipótese inicial de que o LV é danoso ao desenvolvimento sustentável nos territórios. As conclusões apontaram para uma equivocada demonização da virtualidade e da tecnologia, as quais foram criadas, são usadas e controladas, ou não, pelos seres humanos, sendo, portanto, responsabilidade deles dominá-las e fazer uso de forma ética. Para tanto, é necessário investir em educação digital e democratizar o acesso à Internet.






