Descrição
O livro parte da ideia de que a forma urbana é o conjunto de atributos físicos espaciais e não espaciais, fruto das relações sociais estabelecidas e da história. Com isso, propõe a análise qualitativa e a avaliação morfológica de planos urbanísticos: o PEOT Brasília, de 1977, o PRET Madrid, de 1996 e o PDM do Porto, de 2006, cidades em países e ambientes culturais distintos, que contam com a influência das tradições trocadas por meio da colonização portuguesa e espanhola nos séculos XVI a XVIII. O faz por meio da metodologia PFORM (plano + forma), a partir da Teoria da Boa Forma da Cidade de Kevin Lynch, trazida ao domínio da cidade contemporânea. Essa cidade fluida, dispersa, fragmentada e segregada se apresenta como o novo paradigma de urbanização, em que os métodos tradicionais de planejar e gerir, já não atendem às expectativas como antes. Também descreve os conceitos, as escalas de atuação e as diversas abordagens e elementos da morfologia urbana, sem receio de romper as estruturas tradicionais. Por fim, destaca-se que a obra está organizada em seis capítulos: 1 – sobre a sociedade e cidade contemporânea; 2 – que traz o conceito de morfologia urbana e a descrição das abordagens programáticas; 3 – que apresenta conceitos, princípios e referências da Teoria da Boa Forma Contemporânea; 4 – discute as escalas de atuação do planejamento urbano; 5 – apresenta as análises dos três planos urbanísticos, ressaltando suas contribuições na forma atual das cidades e; 6 – apresenta as relações entre a forma da cidade e seus planos, indicando a relevância e as críticas feitas à instituição de uma teoria do planejamento baseado na forma. Com tudo isso, o que se pretende é apontar soluções gerais (padrões) que possam apoiar o desenvolvimento sustentável da urbe em que vivemos.






