Descrição
Trata-se de três visões, não consensuais, a respeito da poluição sonora. Os autores se preocuparam em apresentar uma visão multidisciplinar relativa à compreensão desse fenômeno que, cada vez mais, vem ganhando espaço em setores importantes da sociedade. Intenta-se disponibilizar uma descrição mínima do fenômeno, por meio de conceitos e características chaves. De um lado, as pessoas veem no silêncio algo a mais do que simplesmente a ausência do barulho, beirando, quase, a uma relação idolátrica; e, do outro, aquelas que cultuam o barulho, ou dele dependem para o desenvolvimento de suas atividades econômicas. Mesmo reconhecendo a liberdade de ambos os lados por suas escolhas, não há como ignorar os danos causados pela Poluição Sonora ao meio ambiente (fauna, flora e aos seres humanos) e que medidas preventivas precisam ser adotadas no âmbito da Educação e da gestão pública, a fim de que se consiga uma convivência pacífica entre esses polos contrários. Entende-se por Poluição Sonora a emissão de ruídos excessivos, prejudiciais à saúde física e mental dos seres humanos, ou pelos danos à fauna, flora, aos recursos naturais e ao patrimônio cultural. Ela é, depois da poluição do ar e da água, o problema ambiental que afeta o maior número de pessoas. Constatou-se em dados recentes que 10% da população mundial está vulnerável a danos sonoros, pois estão expostas a pressões que podem causar perda auditiva induzida por ruído. Para alguns teóricos, a perda induzida por ruído é um problema de saúde pública. A Poluição Sonora se apresenta como problemática presente, sobretudo nas grandes cidades, por todo o mundo. Trata-se de um fenômeno que se pode caracterizar como G-Local; ocorre em locais específicos, mas com características globais. Por estar ligado a locais e eventos com grande aglomeração de pessoas, é mais comum nas metrópoles e aparece vinculado ao desenvolvimento de atividades socioeconômicas e culturais. Nesse sentido, essa obra tem o seguinte desafio: mostrar que a poluição sonora, embora local, se comporta como universal e não pode ser preterida pelas Agendas Internacionais. É cogente reconhecer que a amplitude do tema não permite que ele continue fora de discussões como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU.






