O que restou dos nossos amores? Da reivindicação de determinados corpos à política dos afetos

Descrição

O presente livro (“O que restou dos nossos amores? da reivindicação de determinados corpos à política dos afetos”), com artigos pesquisadoras/es brasileiras/os e uma estrangeira, tratará de evidenciar como o status quo, ancorado a um sistema cis-heteropatriarcal, racial, classista, etc., de diversas sociedades ao redor do mundo, percebe, entende e age em relação a determinados corpos. Estes, por razões de gênero/orientação dissidente, raça e classe, não têm seus direitos garantidos pelo Estado e/outras instituições, daí que se tornam sujeitos dissidentes, i.e., aquele que não pode circular de maneira democrática nos espaços públicos, pois quando o fazem são assediados, injuriados, violentados e, muitos deles, eliminados letalmente. As/os pesquisadoras/es propuseram, em conluio e a partir de cada um dos textos, pensar acerca da política dos afetos, não de modo a exigi-los, senão reivindicar políticas protetivas no sentido de fazer valer os direitos que são resguardados a pessoa humana. A política dos afetos, neste sentido, é uma convocação. Uma reivindicação urgente. Um modo de buscar reparar estruturas que erroneamente hierarquizam determinados sujeitos cujo status social, por razões de raça, classe social, gênero, sexualidade, é posto num patamar de segunda categoria, insignificantes ou correspondentes à abjeção.